Bio

Tudo começou como um comum apreciador do reggae. Prince Wadada, começou a trilha Rastafariana através da música de Bob Marley. Nos seus dias de menino de 13/14 anos ingressou na comunidade Rasta situada no Bairro Operário, em Luanda, onde reforçou a sua convicção numa filosofia baseada e inspirada no modo de vida de ancestrais africanos. 

Foi com um Sintetizador Yamaha Semi-profissional, prémio arrecadado pelo primeiro lugar no Concurso de Música da rádio L.A.C. em 1992, que Wadada se juntou a dois amigos e deram os primeiros passos da história do Hip-Hop/Ragga underground Angolano. Kool Kleva, Gangsta Dú e Prince Wadada, formaram os “G.C.Unity”, a União do Gueto e a Cidade pelo fio condutor da poesia urbana. 

Em 1994 abraça a carreira a solo iniciando a sua jornada à descoberta do som ideal para as suas aspirações artísticas e foi a varanda de um 6o andar na Av. Brasil que se transformou na sua sala de ensaio e instalou o primeiro SoundSystem Angolano. 

Em 1995 é convidado para fazer parte do programa de rádio “Top Reggae” da FM STEREO. Colaborou com músicos como Eduardo Paim, Pathar Mak, Afro Kett e Nina Harley e, em 1998, recebeu o convite do Ministério da Cultura de Angola para engrossar o lote de artistas escolhidos para representar o País na Expo-98 de Lisboa. 

É também em 1998 que edita o seu primeiro disco de originais de nome “Kem é Kem”. Um ano depois é convidado a participar da tourné da banda de General D e dos Kussondulola. É com Janelo da Costa, Toy Cool, Damula, Lexo e Johnny que forma o primeiro SoundSystem de Portugal com a denominação de “Fankambareggae.” 

Em 2000, junta-se a músicos portugueses no projecto “Linha da Frente” resultando daí a edição de um álbum de poesias musicadas de Alexandre O ́Neal, Manuel Alegre e António Aleixo. Entretanto, com o projecto Dubadelic SoundSystem, teve a oportunidade de partilhar o palco com o lendário musico/produtor de Reggae e Dub, Lee “Scratch” Perry. 

O segundo disco de originais é gravado em 2004, intitulado “Natty Kongo”, uma celebração às suas raízes do Norte de Angola e o 3o disco com o título “Entendimento”, editado em 2005, foi bem recebido pela crítica especializada e referenciado como um dos melhores do género cantando em Português e é citado na imprensa como o “Príncipe Rei” do reggae dance-hall cantado em português. 

O 4o álbum “Kazukuta” é editado em 2009 e conta com a participação dos músicos Bonga, Milton Gulli e Mc Robson; "Kazukuta" é definitivamente um barco que leva Wadada às águas do Semba com direito a um dueto com o grande embaixador da música angolana Bonga. O som da terra dos Reis Peter Tosh e Bob Marley embrulha-se com o reco-reco e as batucadas do kilapanga que aceita e tolera o hiphop, desde que este respeite a massemba. 

Em 2011 em vez de um álbum, Wadada lança dois álbuns e desta vez com download gratuito. No início do ano sai “Miliciano”, com participações de Melo D, Nellson One, e Big Youth e meses mais tarde “Dança da Buala” que conta com Arcanjo Ras, Matamba Mata, Maryjuh, Milton Gulli e Ikonoklasta. 

Wadada dividiu o Palco com músicos como Gentleman, Patrice, Gabriel O Pensador, Anthony B, Israel Vibration, Alpha Blondy, Damian Marley e Big Youth; Participou no primeiro “One Riddim Álbum” editado na Europa pela editora Alemã Germaican Record, e gravou para os colectivos brasileiros Digital Dubs SoundSystem e 7 Velas. A sua discografia conta também com muitas participações em colectâneas e discos internacionais. 

Em 2011, Prince Wadada volta para Angola com o intuíto de dar continuidade ao seu trabalho e expandir horizontes colocando em prática projectos que leva consigo na bagagem. O caminho não tem sido fácil, tem-se deparado com mais obstáculos do que imaginava, mas a perseverança mantém-se. 

Em 2013 regressa a Luanda, abre o studio da Ras Kitchen e monta a Banda  Kingzion com os quais grava o disco “Angola  Nice”. 

2017 é ano da sua primeira Mixtape com o título de “Dancehall Mixtape Nº1” 

2018 O Albúm “Kaluanda”